terça-feira, 16 de abril de 2013

Encontros com harpia gigante da Venezuela - BBC

Embora o vídeo seja antigo, filmado provavelmente em 2009 e veiculado na TV em 2010, vale a pena conferir o trabalho de uma equipe de filmagem da BBC que documentou a vida íntima de uma das maiores e mais poderosas águias do mundo, a harpia da América Central e América do Sul. Durante os trabalhos de filmagem desse documentário, a equipe de produção sofreu um ataque de sobrevoo da harpia. A matéria original no site da BBC pode ser conferida no link http://news.bbc.co.uk/earth/hi/earth_news/newsid_8774000/8774926.stm e o vídeo documentário também pode ser encontrado em http://www.youtube.com/watch?v=R8ce1TvnXIo.
Recomendo que observem os equipamentos do cineasta de vida selvagem Fergus Beeley, considerado por alguns como o substituto do renomado naturalista David Attenborough.
Espero que gostem dessa dica de documentário e reportagem da BBC. Grande abraço e boas escaladas!

Alexandre Coletto da Silva

segunda-feira, 25 de março de 2013

Saiba quais são as árvores mais antigas do planeta

As árvores estão entre os organismos que possuem maior tempo de vida no planeta. Existem registros de, ao menos, 50 exemplares que já ultrapassaram o primeiro milênio, no entanto, o número de árvores tão antigas assim pode ser ainda maior. Existem algumas razões para que as árvores sobrevivam por tanto tempo assim. Uma das explicações está relacionada ao sistema vascular destas espécies, que permitem que parte das árvores morra, enquanto outras partes ganham vida. Além disso, muitos exemplares são capazes de desenvolver sistemas altamente eficientes no combate a bactérias e parasitas. O vigor das árvores é muito diferentes dos animais, por exemplo. Com três mil anos elas são capazes de continuar a crescer como se estivesse com cem anos. As mutações genéticas também não são acumuladas, permitindo maiores chances de um crescimento saudável.
Abaixo estão algumas das árvores mais antigas do planeta:

Pando
Esta não é apenas uma árvore, trata-se de uma colônia em Utah, nos Estados Unidos. Ela ocupa uma área de 105 hectares, com árvores geneticamente idênticas, conectadas por um sistema de raiz. A estimativa é de que a colônia exista há, pelo menos, 80 mil anos, mas é possível que o início desta floresta esteja datado há um milhão de anos.


Methuselah
O nome desta árvore é uma referência ao homem mais velho registrado na Bíblia. Ela está localizada em uma reserva californiana e tem 4.765 anos de idade. De acordo com o Wired, ela já tinha cem anos de idade quando as pirâmides do Egito foram construídas. Para protegê-la de vandalismos, o serviço florestal norte-americano mantém a localização exata em segredo.


Zoroastrian Sarv
É um cipreste gigante, localizado em Abarkooh, no Irã. Não se tem o ano certo de quanto a árvore começou a brotar, mas a idade varia entre quatro mil e quatro mil e quinhentos anos. Ela tem atualmente 24,6 metros de altura e uma circunferência de 11,3 metros, suficientes para torná-la um símbolo nacional no país oriental.


Jomn Sugi
É a maior conífera do Japão com 24,9 metros de altura e 16 metros de circunferência. Ela cresce na floresta da montanha mais alta da ilha de Yakushima. Os anéis desta árvore sugerem que ela tenha ao menos dois mil anos de idade. Porém, existem estimativas de que ela tenha até sete mil anos.


Kongeegen
Este carvalho, todo retorcido, está localizado na floresta de Jaegerspris, na Dinamarca. Ela disputa o título de árvore mais antiga da Europa, com idade entre 1.500 e dois mil anos. Tanto tempo de crescimento está em risco, devido às árvores que crescem ao redor e têm sufocado o Kongeegen.


Te Matua Ngahere
Com aproximadamente dois mil anos, o Te Matua Ngahere é um majestoso Kauri, considerado a árvore mais grossa da Nova Zelândia, com 15 metros de circunferência. O nome vem da língua maori e significa “Pai da Floresta”. Em 2007 ela foi severamente danificada por uma tempestade.


Alerce
Foi descoberto em 1993, situado na Cordilheira dos Andes, Chile. Os cientistas que analisaram os anéis calcular que o Alerce tenha 3.620 anos de idade. Ela é a mais antiga a ter sua idade exata calculada.


FONTE: http://www.revistaamazonia.com.br

segunda-feira, 18 de março de 2013

Mais um curso básico de acesso ao dossel em Uberlândia neste último fim de semana (16 e 17 de março de 2013)

Final de semana com mais um prazeroso curso de acesso vertical ao dossel (escalada de árvores) neste início de 2013. Como de praxe o curso ocorreu no Condomínio e Clube Morada do Sol em Uberlândia - MG. Para este curso a turma foi composta pelos seguintes alunos:
José Randi de Jesus – técnico administrativo (auxiliar de saúde no hospital escola da Universidade Federal de Uberlândia -UFU).
Danielle Cristina dos Santos Cosac – bióloga, consultora no Ministério da Saúde em Brasília - DF.
Pedro Alvarenga Cavalcante – biólogo, servidor da Secretária de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Uberlândia.
Karlaine Guimarães Severino – farmacêutico com especialização em etnofarmacologia, psicanalista clínico com mestrado em Ciências da Religião (ênfase em estados alterados de consciência e xamanismo), doutorado em Ciências da Religião (ênfase em estados alterados de consciência e xamanismo).
O destaque nesta edição vai para o Sr. José Randi de Jesus por ser o “mais experiente” aluno até hoje a passar por meu curso. Prestes a completar 60 anos o Sr. José esbanjou disposição e determinação durante o curso. Ele sempre procurou um curso semelhante a esse, mas não sabia que em Uberlândia havia curso na área. Ao passar pelos corredores dos Blocos da Universidade Federal de Uberlândia viu o folder de divulgação do curso e prontamente entrou em contato comigo solicitando maiores informações. O Sr. José nos confessou que quase desistiu do curso no primeiro dia mas no segundo ele considerou que evolui bastante, superou seus medos e rompeu barreiras. Sobre essa ruptura com as barreiras ele disse: “Mas o primeiro passo foi dado e eu vou ser mais um a não ser vencido”. É muito legal ver a determinação de pessoas como o Sr. José mostrando que a treeclimb é uma atividade dos “8 aos 88”. O Pedro já possui uma experiência com escalada de árvores por conta do treinamento que foi oferecido pela SBAU (Sociedade Brasileira de Arborização Urbana) para o V Campeonato Brasileiro de Escalada (ocorido em Uberlândia no ano passado) embora ele não tenha competido neste evento. O Pedro nos relatou que procurou o curso para se familiarizar mais com as técnicas de acesso vertical com vistas a conhecer melhor a fauna e flora do dossel. O Pedro se mostrou bem dinâmico e com amplo conhecimento sobre espécies de aves e também plantas do Cerrado, bem como seus nomes científicos. Sua avaliação do curso foi: “O curso é prático, bem ministrado sendo que os instrutores realizam um trabalho interessante e complementar.”. O Karlaine nos relatou que procurou o curso com objetivo recreacional, mas também porque trabalha com coleta botânica e pretende treinar e aprimorar mais as técnicas para aplica-las in locu no campo. Sobre sua impressão acerca do curso o Karlaine afirmou: “Gostei muito da didática e sequência dos tópicos abordados. Os instrutores são bem preparados e prestativos”. Já a Danielle, que possui experiência com ornitologia, pretende futuramente utilizar as técnicas para voltar a estudar aves. A Danielle em seu depoimento afirmou: “O curso foi muito proveitoso, espero ter a oportunidade de aprimorar a técnica e recomendo o curso. Os instrutores são muito atenciosos, a escalada é bastante segura, uma experiência marcante!”.
Mais uma vez testei a formatação 4 alunos e 2 instrutores e a exemplo do último curso o desempenho das atividades seguiu conforme planejado, com bastante eficiência e segurança no transcorrer das etapas e técnicas que compõem esse curso básico. Creio que poderei manter essa nova formatação (com 4 alunos) como definitivamente implantada. Entretanto manterei as reuniões de avaliação e treinamento dos instrutores/monitores, afim de sempre melhorarmos o nível dos cursos nas futuras turmas. Nós instrutores agradecemos aos 4 alunos da turma “março de 2013” pela confiança e escolha do nosso curso. Mais uma vez podemos afirmar que vocês proporcionaram nosso crescimento e esperamos que a amizade e a comunicação entre nós não cesse. Mais uma vez obrigado Schimdt pela colaboração no curso e pelas válidas instruções. Fiquem com algumas fotos do curso:




Da esquerda para a direita: Sr. José Randi, Franscisco Schimdt, Karlaine, Pedro e Danielle. Agachado: Alexandre Coletto da Silva.


Alunos preparando e inspecionando os equipamentos do kit individual para o início das atividades.


Francisco Schimdt dando instruções para o Pedro se preparar para a troca de equipamentos de ascensão para descensão.


Alexandre Coletto dando instruções sobre a montagem básica do descensor ou freio em 8 para os alunos.


Francisco Schimdt explicando diferentes tipos de nós e suas aplicações para os alunos.


Daniella Cosac em ascensão com colheitadeira aérea em punho pra coleta de amostras botânicas.


Francisco Schimdt em ascensão por meio de DRT inspecionando uma via instalada previamente para uso dos instrutores como forma de garantir segurança aos alunos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

II JORNADA DE PAISAGISMO PLANTARUM

JARDINS TEMÁTICOS

Dia 18 de maio de 2013 (sábado) - Jardim Botânico Plantarum - Nova Odessa – SP.

Encontro técnico com ciclo de palestras destinado a paisagistas, viveiristas, estudantes, interessados e demais profissionais das áreas relacionadas à jardinagem e ao paisagismo. Aproveite esta valiosa oportunidade de aprendizado e intercâmbio sobre a seleção criteriosa de espécies vegetais e demais exigências técnicas para a construção eficiente de jardins temáticos.

PROGRAMAÇÃO
9h - Credenciamento e café de boas vindas (incluso) no Centro de Eventos JBP.
9h45min – Palestra Jardins Coloridos – Engenheiro agrônomo Harri Lorenzi
11h – Palestra Jardins de Gramíneas – Engenheiro agrônomo Adriano Alves de Souza
12h30min - Almoço (incluso) no Centro de Eventos e tempo livre para percorrer a área de visitação do JBP com 80 mil m2 de jardins temáticos e mais de 3700 espécies vegetais.
14h – Palestra Jardins de Suculentas- Engenheiro agrônomo Gerardus Olsthoorn
15h15min – Palestra Jardins Litorâneos - Engenheiro agrônomo Danilo Viana Lima
17h - Lançamento do livro Plantas para Jardins no Brasil - Harri Lorenzi e sessão de autógrafos com o autor.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PRIMEIRO CURSO DO ANO 2013 - 19 E 20 DE JANEIRO

É com satisfação que registro o primeiro curso de ascensão vertical ao dossel (escalada de árvores) neste ano de 2013. Novamente o curso ocorreu no Condomínio e Clube Morada do Sol em Uberlândia - MG. Para este curso a turma foi composta pelos seguintes alunos:
João Ferreira Neto - aluno de graduação em Sistemas de Informação no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).
Eudes Leandro da Silva – técnico em mecânica de veículos automotivos.
Anderson Esteves Fonseca – técnico em segurança do trabalho e empresário na área de serviços verticais (limpeza e manutenção predial).
André Luiz Mendes Barcelos – aluno de graduação em Engenharia Ambiental pela UNIUBE.
Os alunos João, Eudes e André são prestadores de serviço na área de esportes verticais e turismo de aventura da empresa Curupira Turismo, cujo proprietário é o nosso amigo Wesley Anastácio e que está sediada aqui na cidade mesmo. Eles procuraram o curso basicamente para ampliarem seus conhecimentos sobre técnicas de acesso vertical como alternativa para explorarem novas formas de hobbie/laser, desenvolverem habilidades na execução de seus trabalhos ou até mesmo como forma de partirem para um camping diferente e alternativo com acampamento na copa das árvores. Cumpre-me lembrar que os serviços ligados ao ecoturismo constituem um campo muito promissor para prestadores de serviços verticais e na Amazônia por exemplo, há empresas especializadas em levar turistas para as copas das árvores por meio de técnicas de escalada, para que esses turistas possam realizar atividades como: safári fotográfico ou pernoite na floresta. O Anderson possui uma experiência com trabalhos verticais em Angola pela Construtora Oderbrecht e procurou o curso como uma nova oportunidade para desenvolver habilidades que serão aplicadas nas atividades verticais de sua futura empresa. Desde já, desejamos sucesso em seus empreendimentos Anderson.
A novidade desse primeiro curso do ano foi o aumento de mais um aluno e mais um instrutor, ou seja a turma ficou composta por quatro alunos e dois instrutores. O objetivo dessas alterações foi promover uma melhor interação entre os alunos estimulando seu trabalho em dupla (escalador – segurança em terra) e o aumento da segurança com a orientação/fiscalização das atividades por dois instrutores. Ainda em fase de adaptação essa nova formatação, para que seja definitivamente implantada, dependerá de reuniões de avaliação e treinamento dos instrutores, compatibilidade das nossas agendas e também da disponibilidade de 4 alunos para composição das futuras turmas. Agradecemos, eu e o Francisco Schimit, aos 4 alunos da turma “janeiro de 2013” pela confiança e escolha do nosso curso. Vocês proporcionaram nosso crescimento e esperamos que fique a amizade e a possibilidade de encontros futuros, para desfrutarmos desse empolgante mundo que a escalada de árvores nos proporciona. Obrigado Schimit pela colaboração no curso e pelas válidas instruções que somarão e enriqueceram o curso. Espero que possamos continuar oferecendo essa nova formatação de curso! Fiquem com algumas fotos do curso:

Da esquerda para direita: João, Anderson, Eudes, Alexandre, Schimit e André.

Na esquerda André e na direita Eudes realizando ambos ascensão. Opnião do André: "Achei o curso muito proveitoso e muito organizado!"

A direita Eudes e João ajustando o peso na corda para o início de ascensão do André e a direita Schimit dando as últimas instruções e checando equipamentos para ascensão do Anderson.

Eudes começando ascensão! O depoimento de Eudes sobre o curso: "Muito bom o curso, muita prática, demonstração de muitos equipamentos e organização!"

João sobre a roda de madeira iniciando o procedimento de descensão com freio em oito. O depoimento do João sobre o curso: "Gostei muito da presença dos dois instrutores, pois dividem a atenção entre os alunos. Aprendi muita coisa com equipamentos interessantes!"

Anderson em ascensão! "Sobre o curso o mesmo foi bastante produtivo e proveitoso, ambos instrutores aptos e pacientes. Gostei do curso e de sua organização."

Eudes na rede instalada na copa da árvore curtindo a paisagem e aproveitando para dar uma descansadinha após a escalada!

Se você curtiu esse curso compartilhe com seus amigos, venha nos conhecer e fazer nosso curso! O agendamento é feito durante todo o ano, sempre aos fins de semana e/ou feriados e condicionado a disponibilidade de vagas. Entre em contato conosco e tire suas dúvidas! Boa semana, saudações verticais!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Projeto de Norma “Poda de Árvores Urbanas” em Consulta Pública

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normalização técnica no país. A instituição está com o o Projeto de Norma 103:000.00-003/01 (Florestas urbanas – Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas – Parte 1: Poda) para consulta nacional. A data limite para manifestações vai até o dia 28 de janeiro de 2013. Qualquer interessado pode se manifestar durante o período da consulta nacional, a fim de recomendar sugestões. Para tal, é necessário apresentar as objeções técnicas que justifiquem a manifestação. Para acessar o Projeto, basta seguir as instruções: Entrar no link http://www.abntonline.com.br/consultanacional/; Clicar na opção “ABNT/CEE-103 Manejo Florestal”; Clicar no projeto; Digitar e-mail e senha, caso não esteja cadastrado clicar em "Criar meu ABNT Passaporte gratuitamente".

FONTE: Informativo eletrônico do Conselho Regional de Biologia - 4a Região



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Brasileiros estão entre cem cientistas em estudo inédito sobre artrópodes

Por Rafael Sampaio Do Globo Natureza, em São Paulo

Pesquisa estima que 25 mil espécies vivam em floresta no Panamá. Levantamento foi publicado na 'Science', nesta sexta-feira (14).


Besouro encontrado na floresta de San Lorenzo, no Panamá; cientistas estimam que existam 25 mil espécies de artrópodes na região (Foto: Divulgação/Projeto Ibisca/'Science')

Um estudo internacional reunindo mais de cem pesquisadores de 21 países, inclusive do Brasil, calculou a quantidade de espécies de artrópodes (incluindo insetos, aracnídeos e crustáceos) que habitam uma floresta tropical. A estimativa é que 18,4 mil espécies, em média, existam a cada 10 mil m² ou um hectare de mata, segundo levantamento na reserva florestal de San Lorenzo, no Panamá. Para chegar ao resultado, os cientistas coletaram cerca de 130 mil espécimes de artrópodes ao longo dos últimos dez anos, disse ao G1 o professor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Sérvio Ribeiro, especializado em ecologia e interação entre insetos e plantas.

Separando animais repetidos e usando modelos matemáticos, os cientistas estimaram em cerca de 25 mil as espécies de artrópodes nos 60 km² da floresta, segundo o levantamento publicado na revista "Science", nesta sexta-feira (14).

O cálculo é inédito, diz o professor da Ufop. "Até hoje os cientistas não conseguem responder quantas espécies de artrópodes existem no planeta", diz ele. A pesquisa dá um primeiro passo em busca desta resposta, já que estes seres são abundantes em matas tropicais e representam 95% de todas as espécies de animais do planeta. "Esta é a primeira quantificação feita em uma floresta. Só isso é um feito, é importante por si só."

Ribeiro participou ativamente do estudo junto com outros três cientistas brasileiros. O levantamento é parte do Projeto Ibisca-Panamá, e foi liderado pelo Centro de Estudos Tropicais do Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos.

Pesquisadores coletam insetos de uma gôndola pendurada em um guindaste, na floresta do Panamá (Foto: Divulgação/Projeto Ibisca/'Science')

Foram coletados desde artrópodes no solo, próximos às raízes das plantas, até os que vivem nas copas das árvores. Foram usados guindastes, flutuantes, pequenos balões e uma série de outros aparelhos, aponta o professor da Ufop. "Um grande diferencial deste trabalho foram os equipamentos, uma série de invenções feitas por um grupo francês que se associou com o Smithsonian para agregar estas facilidades, que nos ajudaram a chegar nas copas das árvores."

Para cada 10 mil m² ou um hectare de mata, foram encontrados 60% ou dois terços do total de espécies que existem em toda San Lorenzo, diz Ribeiro. "Isso significa que a maioria das espécies tem populações espalhadas por toda a floresta", ressalta. A descoberta indica que nenhum ecossistema evoluiu sem uma influência intensa os insetos, aracnídeos e crustáceos, de acordo com o cientista.

"Sem os insetos, nenhum bioma vai funcionar direito. Não vai capturar carbono, reciclar nutrientes ou garantir chuva. É preciso levar isso em consideração na hora de preservar", ressalta o pesquisador.

Um bom indicador do número de espécies de artrópodes em uma floresta é a variedade de plantas, segundo o estudo. Pela estimativa, para cada espécie de vegetal há 17 tipos de insetos, aracnídeos ou crustáceos; para cada espécie de ave, 71 de artrópodes foram encontradas; e para cada espécie de mamífero, nada menos que 270 variedades de artrópodes foram identificadas em San Lorenzo.

"Os mamíferos e as aves não vão dizer tanto sobre a floresta quanto a fantástica diversidade de artrópodes que devem existir naquela região", pondera o professor da Ufop.

Para ler mais notícias do Globo Natureza, clique em g1.globo.com/natureza. Siga também o Globo Natureza no Twitter.

FONTE: http://g1.globo.com

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fechando 2012 com aula de campo na RPPN do Panga

No último sábado (17/11/2012) realizei aula de campo na RPPN do Panga para os alunos do curso de Especialização em Paisagismo e Plantas Ornamentais da Faculdade Católica de Uberlândia. Apesar da turma ser pequena gostei muito da participação e produtividade dessa turma. É muito bom trabalhar com uma turma interessada e questionadora o que nos levou a boas discussões. Novamente pedi ajuda do Prof. Dr. Edivane Cardoso Silva que trabalhou a parte de identificação dos tipos fitofisionômicos do Cerrado na RPPN do Panga bem como aquelas fitofisionomias que apareciam ao longo da estrada entre Uberlândia e o Panga. Além do Prof. Edivane agradeço também ao Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia pela liberação dessa Unidade de Conservação para fins didáticos. Também foi possível uma aula prática sobre técnicas e equipamentos de acesso vertical ao dossel. A árvore utilizada para escalada foi novamente um "jatobá da mata" (Hymenaea courbaril L.). Fiquem com algumas fotos dessa aula:

Momendo de explicação dos equipamentos utilizados em escala de árvores.

Escalando um jatobá da mata (Hymenaea courbaril L.).

Edivane explicando aos alunos as características de algumas espécies botânicas representativas de cada tipo fitofisionômico do Panga.

Edivane explicando aos alunos os tipos fitofisionômicos do Panga com auxílio de um mapa da RPPN.

OBS - As fotos foram tiradas pelo aluno Carlos Humberto Faleiross Stein Neto.

Em janeiro estou de volta com novos cursos! Obrigado à todos (alunos da Católica, seguidores, amigos, etc) que acompanham nossas atividades pelo blog! Um excelente fim de ano à todos!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Projeto Arara Azul: Um trabalho de pesquisa, dedicação e parceria

Bióloga há 22 anos, Neiva Guedes nunca teve animal de estimação, mas desde pequena tem uma grande afeição pelos animais, cuidando e a protegendo-os na natureza. Entre tantas espécies encantadoras, uma delas em especial atraiu a sua atenção, a arara azul, e a partir disso e de outros fatores que envolveram aspectos pessoais e profissionais, Neiva desenvolveu um projeto muito bem aceito na sociedade, e que hoje tem visibilidade e reconhecimento nacional, o Projeto Arara Azul.

A ligação entre a arara azul e a bióloga teve início em um curso de conservação da natureza, no Pantanal, quando a atenção de Neiva foi despertada ao ver, em uma árvore seca, mais ou menos 30 araras pousadas. Sua preocupação teve início ao ouvir de seu professor que a ave desta espécie estava em perigo de extinção, e que corriam um sério risco de desaparecer da natureza. Com isso, a bióloga tomou a iniciativa de fazer algo para a sua preservação pensando que “daqui algumas décadas, as pessoas precisam ver as araras na natureza”.

Na época eram somente 1500 araras azuis na região Pantaneira, e o motivo dessa pequena quantidade é unicamente o tráfico, que pôs a espécie sob ameaça de extinção. O empenho de Neiva era contagiante e resultou em uma equipe de pesquisa que se uniu ao Projeto Arara Azul, tendo como intenção acompanhar o desenvolvimento e a reprodução das aves e para procurar e vigiar os ninhos naturais e instalar ninhos artificiais.

A bióloga é reconhecida também fora do estado, inclusive é referência nas universidades por motivar projetos de conservação no Pantanal, mostrando dedicação, e além de tudo, amor pelo trabalho que executa.

Neiva conta que a arara azul, também é responsável por uma “manutenção” do ambiente, pois ela encontra árvores com pequenos buracos nas árvores, e neles, faz um abrigo grande para se reproduzir. Com esta ação, a ave também colabora com as outras espécies que usam estes buracos como abrigo durante o ano. Além disso, com a sua beleza, a arara é vista como bandeira para a conservação do ambiente como um todo, pois, para sua conservação é fundamental que o bioma esteja íntegro.

Este projeto mudou a visão das pessoas, dos fazendeiros e pantaneiros, contagiando o povo Sul-Mato-Grossense, que contribui para o projeto apontando regiões onde podem ser encontradas as araras com mais facilidade. Esta foi uma forma importante de aproximar a pesquisa acadêmica da realidade do pantaneiro, pois vários proprietários rurais e os moradores de fazenda passaram e compreender a importância das informações geradas para a conservação da espécie e do bioma. Hoje o projeto alou voos maiores e deu origem ao Instituto Arara Azul que, com pesquisas mais abrangentes, contribui para a conservação do bioma como um todo.



E você, já teve o prazer de encontrar araras azuis? Com certeza, no Pantanal você se depara com a ave. O Pantanal é um lugar lindo e apaixonante, e o trabalho da Neiva Guedes é algo envolvente e encantado. O Projeto Arara Azul é um dos pioneiros em mostrar que a parceria entre proprietário rural e pesquisadores pode render frutos belíssimos. Quem ganha com isso é cada um de nós e o Pantanal!

FONTE:http://www.expedicaopantanal.org

COMENTÁRIO DO BLOG ESCALADAS NO CERRADO
: Excelente matéria do pessoal do EXPEDIÇÃO PANTANAL, Parabéns pela matéria, parabéns aos biólogos que trabalham no projeto "Arara Azul" em especial a Neiva Guedes! Vocês são guerreiros!! Só uma pequena observação: faltou o capacete e o óculos de proteção durante a atividade vertical mostrada em uma das fotos!! Segurança é tudo, tirou os pés do chão, capacete na cabeça e óculos de proteção!!! Este blog apoia tudo que se relaciona com escalada de árvores e por esse motivo resolvi replicar essa matéria!!! Grande abraço a todos e boas escaladas!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

MAIS UM CURSO BÁSICO DE ESCALADA DE ÁRVORES REALIZADO EM UBERLÂNDIA

Olá, boa noite e bom início de semana aos seguidores e amigos do meu blog! No último fim de semana (13 e 14 de outubro) tive a satisfação de realizar mais um curso de ascensão vertical ao dossel no Condomínio Morada do Sol, nessa terra boa que é Uberlândia! Dessa vez quem participou do curso foram:
Graziela Virginia Tolesano Pascoli - Médica Veterinária, graduada na Universidade Federal de Uberlândia-MG em 2002, doutoranda em Ecologia e Conservação dos Recursos Naturais pelo Instituto de Biologia-UFU. A Graziela atua nas áreas de ornitologia, mastozoologia e parasitologia, com ênfase em interação parasito-hospedeiro, ecoepidemiologia, ecologia de aves e mamíferos do Cerrado e biologia de ixodídeos e bactérias associadas. É colaboradora do Laboratório de Ixodídeos (Labix-UFU).
Giancarlo Gomes da Silva - estudante do sexto período do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia.

Quando perguntada sobre o que a motivou fazer o curso a Graziela respondeu que está em busca de procedimentos que possam aprimorar a metodologia de pesquisa, para facilitar o acesso e o estudo de animais no dossel. Quanto a opinião sobre o curso ela achou as técnicas básicas de fácil assimilação, os equipamentos com preço acessível, e o curso intensivo de 20h, ao seu julgamento, foi suficiente para assimilação e familiarização das referidas técnicas. Entretanto ela considerou necessário maior investimento no condicionamento físico para obter um rendimento maior na escalada. Além disso, ela citou a falta de uma equipe de apoio durante o curso, ou seja, os monitores. Gostaria de justificar que a falta dos monitores foi em parte devido ao feriado pois como é de costume eu conto com a ajuda voluntária dos ex alunos, o que não foi possível para esta data. Como tudo é experiência, vou reavaliar bastante a viabilidade de oferecer cursos em datas que contemplam feriados, pois também foi difícil montar a turma para esse curso que acabou ocorrendo somente com 2 alunos. A despeito da ausencia dos monitores e presença de uma chuva de curta duração minha avaliação sobre o curso foi positiva. Foi possível cumprir o cronograma de atividades principal do curso e os dois alunos tiveram desempenho satisfatório. Mudando de assunto, o Giancarlo afirmou que pretende trabalhar com ecologia e comportamento de aves e que talvez utilize as técnicas de escalada de árvores que aprendeu para a pesquisa na área de ornitológica no futuro. Sobre o curso ele afirmou: "O curso foi bem proveitoso, visto que são momentos de aprendizagem, onde você lida com diversas adversidades, e o melhor: aprende a sair de muitas maneiras. O medo da insegurança lá em cima é grande, para quem vai pela primeira vez, mas quando se confia nos equipamentos e se deixa guiar pela emoção e pela escalada, tudo flui, foi ótimo, conviver com meus medos e descobrir que realmente gosto de olhar a escalada com outros olhos sim!!". Vamos ficar agora com alguns momentos registrados no curso da Graziela e do Giancarlo:

Da esquerda para direita, Graziela, Giancarlo e eu.

Giancarlo em procedimento de ascensão e Graziela já na copa da árvore curtindo a paisagem!

Graziela aproveitando o momento confortável proporcionado pela rede montada na copa.

Giancarlo preparando o equipamento e calçando as luvas para ascensão.

Venha participar do curso de escalada de árvores você também! Agende um curso, as turmas são com no máximo 3 alunos, todo o equipamento é fornecido! Maiores informações utilize o e-mail: alexbelha@hotmail.com.