quinta-feira, 18 de março de 2010

Seminário discute montanhismo e escalada em unidades de conservação

O evento, realizado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), reúne, até sexta-feira, escaladores, biólogos e gestores ambientais de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Escalar montanhas pelas vertentes rochosas mais íngremes é uma atividade tradicional que começou a ser explorada no Brasil no século XIX. O histórico e a organização desse esporte foram retratados na abertura do Seminário ‘Uso Público em Unidades de Conservação de Minas Gerais’, que começou nesta quinta-feira (11), no Parque Estadual do Itacolomi, em Ouro Preto.

O vice-presidente da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), Bernardo Collares, explicou que a atividade só começou a ser explorada comercialmente e divulgada amplamente a partir dos anos 80. “Hoje existem milhares de vias de escalada no Brasil e as formações rochosas localizadas em unidades de conservação (UCs) são uma das mais cobiçadas por escaladores”, disse. Ele ressaltou que a recente popularização do esporte de aventura nas áreas de preservação é uma preocupação para os gestores ambientais e para os escaladores.

De acordo com Collares, a CBME desenvolve uma série de oficinas, seminários e debates sobre o desenvolvimento sustentável da atividade, com foco em ações preventivas e na boa formação dos usuários, evitando, assim, impactos ambientais e riscos de acidentes. Ele destacou o esforço das federações de montanhismo em estabelecer parcerias com órgãos públicos, visando criar diretrizes para a organização do esporte em áreas de preservação e ressaltou a importância do Seminário para o avanço das discussões em Minas Gerais.

O gerente de Gestão de Áreas Protegidas do IEF, Roberto Alvarenga, afirmou que as atividades realizadas ao ar livre nas unidades de conservação do Estado de Minas Gerais, como caminhadas e esportes de aventuras, são desenvolvidas e incentivadas pelo Instituto. “Antes da implementação das atividades temos que fazer uma avaliação técnica da necessidade que cada atividade requer em relação ao local, estrutura e equipamentos para que seja desenvolvida com o mínimo impacto ao ambiente natural”, ponderou. Ele ressaltou que as atividades tem sido desenvolvidas em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo, entre outras instituições públicas, privadas e comunidades locais.

A superintendente de Políticas de Turismo da Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais, Jussara Rocha, também destacou o aumento significativo da promoção nacional e internacional de produtos do ecoturismo e turismo de aventura. Ela ressaltou, ainda, a importância de ampliar o diálogo entre as instituições que atuam no setor para o avanço da estruturação dessas atividades no Estado. “Precisamos fazer uma reflexão ampla sobre o uso público nas unidades de conservação, considerando as peculiaridades de cada área, para garantir a prática do turismo de aventura e ecoturismo aliada à preservação”, complementou.

Empreendedorismo

O coordenador geral da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), Gustavo Timo, mostrou que estas atividades, quando bem executadas e geridas pelos atores públicos e privados envolvidos, têm a capacidade de ser um vetor de desenvolvimento sustentável. “O desenvolvimento ocorre por meio da organização social e institucional, do envolvimento da comunidade, da capacidade de liderança da iniciativa privada e, por consequência, da geração de emprego e renda que as ações propiciam”, enumerou.

Gustavo Timo relatou a experiência da Abeta no desenvolvimento do Programa de Aventura Segura, que visa melhorar a qualidade, a segurança e a competitividade dos profissionais e empresas que atuam neste segmento. “O programa tem um conjunto de ações de fortalecimento das instituições envolvidas, de geração e disseminação de conhecimento, qualificação de pessoas e empresas e de iniciativas de fortalecimento da responsabilidade socioambiental”, explicou. A Associação também produziu uma série de manuais de boas práticas no desenvolvimento de turismo de aventura, disponíveis em versão digital, no site www.aventurasegura.org.br.

Fonte: Ascom/ Sisema

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